No Amazonas, 97% dos produtores estão na categoria de agricultores

Foto: Divulgação/IDAM

Há exatos 60 anos se criou o Dia do Agricultor no Brasil. É da agricultura que vem o sustento de milhares de famílias e são eles quem leva à mesa dos brasileiros uma alimentação de qualidade e saudável. De acordo com o Instituto de Desenvolvimento Agropecuário e Florestal Sustentável do Amazonas (Idam), autarquia do Governo do Amazonas responsável por atividades de assistência técnica, extensão agropecuária e florestal, 97% dos produtores rurais no estado são considerados agricultores familiares.

Em 2019, o estado encerrou o ano com um total de 42.334 produtores rurais. Deste total, 33.244 são agricultores, 6.395 criadores, 2.012 pescadores e 683 extrativistas. Entre os agricultores familiares, 25.125 são homens, 15.587 mulheres e 707 são jovens. Os dados são do Relatório de Atividades Trimestral (RAT) do Idam.

“Essa categoria de produtores é de fundamental importância para o Amazonas, para o Brasil e para o mundo, pois eles são os responsáveis por colocar a maior parte dos alimentos nas mesas dos consumidores de todo o mundo. A eles, o governador Wilson Lima recomendou ao Idam dedicar especial atenção, com o provimento dos mecanismos de políticas públicas de apoio à produção rural, como a assistência técnica e extensão rural (Ater), o crédito rural, os insumos, a capacitação tecnológica, o processamento da produção e o apoio à comercialização”, detalhou o diretor-presidente do Idam, Valdenor Cardoso.

Entre as mais de 15 mil agricultoras no Amazonas está Marli Bonati Garcia, que cultiva maracujá, no município de Manacapuru, na região dos rios Negro e Solimões. Marli veio para o estado junto com sua família há mais de 15 anos. Natural de Pacaembu (SP), chegou a cultivar em Boa Vista (RR), mas foi no Amazonas que as coisas começaram a dar certo.

“Primeiro veio meu pai, e depois eu vim. Hoje está tudo melhor para nós, conseguimos conquistar alguns bens, e nossa área de plantação de maracujá conta com 50 mil pés”, disse.

Já o agricultor familiar, Luiz Gonzaga, de Lábrea, município da região do rio Purus distante 702 quilômetros de Manaus, iniciou suas atividades agrícolas no ano de 1989, quando chegou à localidade. Luiz conta que logo começou a plantar roça e depois fez uma parceria com o Idam local, que deu a ele o auxílio necessário para desenvolver sua atividade e que se tornou uma agricultura familiar sustentável.

“Hoje, eu trabalho com agricultura diversificada, planto mandioca, banana, mamão, abacaxi e hortaliças. Também tem os subprodutos da mandioca, trabalho com ela in natura e produzo farinha amarela, farinha branca, farinha de tapioca e a massa da macaxeira, e todos esses produtos têm mercado aqui em Lábrea”, destacou o agricultor.

No município de Carauari, região do rio Juruá, o agricultor familiar, Raimundo de Oliveira, tem se destacado em suas atividades agrícolas. Atuou por anos como seringueiro, mas migrou para a agricultura familiar quando viu a atividade perder forças.

“Eu, papai de família, tive que procurar um trabalho, senão como iria viver? Então, iniciei aos poucos e, em 1993, eu consegui aumentar minha capacidade de produção, aí comecei a produzir mais, melhor e com culturas diversificadas. E isso muito se deu pela orientação técnica do Idam”, disse Raimundo, ao destacar que através da agricultura ele conseguiu comprar casa, veículos e demais equipamentos agrícolas. Raimundo produz pupunha, abóbora, milho, mandioca, abacate, cupuaçu, goiaba, banana, entre outros produtos.

Na região do Médio Amazonas, em Presidente Figueiredo, exatamente, no ramal do Urubuí, Km 08, o agricultor Marcos Valente produz peixe. Ele iniciou a atividade em 2002 e, atualmente, é exemplo para os demais agricultores que desejam investir na atividade.

“Antes de iniciar o trabalho com a criação de peixes, procurei o Idam e fui orientado pelos técnicos sobre como construir um tanque escavado e também qual seria a melhor espécie para cultivar. Hoje, trabalho com quatro tanques para o cultivo do tambaqui e com os plantios de banana, macaxeira, melancia, jerimum e mamão”, disse Marcos, assinalando que com apoio do Idam já financiou cinco projetos de crédito para investimento na criação de peixes e um para aquisição de caminhão.

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