Mesmo com sessões virtuais há 90 dias, Assembleia Legislativa gastou mais em 2020 do que no ano passado


A Assembleia Legislativa do Amazonas, na gestão do presidente deputado Josué Neto (PRTB), gastou mais este ano, apesar de estar com as sessões suspensas desde meados de março, do que no ano passado, quando funcionou normalmente. Enquanto em 2020, a Assembleia empenhou R$ 32,8 milhões a mais e gastou um total de R$ 115.925.034,60, no ano passado o valor gasto no mesmo período foi de R$ 115.869.465,28. Os valores estão disponíveis no Portal da Transparência.

De acordo com o Relatório de Execução de Despesa, entre janeiro e maio deste ano, a Assembleia Legislativa empenhou R$ 184.802.591,28, liquidou R$ 136.257.380,31, gastou R$ 115.925.034,60 e ainda tiveram R$ 6.285.276,52, referente a pagamentos do exercício anterior.

O dado é curioso porque a Assembleia está com as atividades suspensas desde o dia 18 de março, devido a pandemia do novo coronavírus, e todas as sessões parlamentares estão sendo realizadas de maneira online em quase 90 dos 150 dias pesquisados.

No ano passado, no mesmo período entre janeiro e maio, a Assembleia Legislativa empenhou R$ 151.923.895,12, liquidou R$ 122.450.238,75, gastou R$ 115.869.465,28 e ainda tiveram R$ 6.433.071,39, referente a pagamentos do exercício anterior.

Outros órgãos, como o Tribunal de Justiça do Amazonas, que diferente da Assembleia Legislativa tem sedes em todo o interior do Estado, conseguiram economizar. O TJAM empenhou R$ 1,3 milhão a menos entre janeiro e maio deste ano, em relação a 2019. Neste ano, o TJAM empenhou R$ 253.222.621,76 contra R$ 254.553.985,98 do mesmo período no ano passado.

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