Manaus será a primeira capital a vencer a Covid-19, segundo boletim Atlas ODS da Ufam

Foto: Michael Dantas/Secom

Pesquisadores do projeto Atlas ODS Amazonas, da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), concluíram que Manaus não enfrentará uma segunda onda casos de Covid-19 e deve ser a primeira capital do País a vencer o novo coronavírus. A conclusão foi divulgada na manhã desta quinta-feira (11), em seu décimo boletim. Mesmo com expressivo número de casos, a curva de óbitos vem caindo, o que permite aos estudiosos afirmarem que não haverá o segundo pico.

O boletim ainda mostra que a redução na velocidade de óbitos pode estar associada à melhora das respostas do sistema de saúde do governo do Amazonas. Como o Hospital de Combate Nilton Lins, com a ampliação na oferta de leitos clínicos e de Unidade de Terapia Intensiva (UTI); a criação de uma ala para indígenas e o aperfeiçoamento das condutas médicas no tratamento dos casos graves. 

O isolamento social também é apontado pelo estudo como um dos fatores que ajudaram Manaus a evitar uma maior mortalidade e mesmo após o retorno gradual da reabertura do comércio de Manaus, os níveis de exposição estão inferiores ao período inicial da pandemia, já que atende uma série de demandas, como: adoção de protocolos de higiene pessoal, sanitização de ambientes, comunicação de boas práticas e monitoramento de casos confirmados ou suspeitos entre clientes e funcionários. 

“Vale ressaltar que, apesar da retomada de muitas dessas atividades, a população de Manaus ainda apresenta níveis de exposição inferiores a períodos anteriores à pandemia, o que, certamente, segue contribuindo para a diminuição da velocidade de casos e de óbitos”, apontam os pesquisadores.

Manaus será a primeira

De acordo com o boletim, com o título “ Do Epicentro à Redenção: Por que Manaus será a primeira cidade brasileira a vencer a pandemia de Covid-19?”, é esperado que o número de casos continue aumentando, mesmo quando a curva de óbitos já estiver quase paralisada, o que poderá ocorrer por volta de 17 de junho. A diferença entre óbitos e novos casos pode estar relacionada a vários fatores e que estão associados às respostas da população em relação a prevenção, resistência e tolerância.

“Exatamente por ter sofrido as maiores taxas de letalidade e mortalidade do país, observa-se que em Manaus, a redução da velocidade de óbitos ocorreu antes e mais rapidamente que a de casos. Esse fenômeno deve ser atribuído à evolução do vírus, decorrentes dessa interação massiva da população hospedeira com a do parasita. Na última fase da pandemia que parece estar por acontecer em Manaus, deverá ocorrer uma redução drástica da mortalidade. Isso porque a transmissão da doença deverá finalmente perder velocidade”, afirma a publicação.

Os pesquisadores acreditam que o novo coronavírus, após provocar alta letalidade, acabou evoluindo para uma forma mais moderada, em uma tentativa de preservação da sua própria espécie. Ou seja, se continuasse matando os hospedeiros (as pessoas), correria o risco de desaparecer. A forma mais branda do vírus afetar as pessoas foi o caminho encontrado pelo organismo de continuar se reproduzindo e infectando novos seres humanos, mas de forma menos letal.


Com informações do Portal Toda Hora

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