Japinha é afastado do CPM 22 após conversa com menor de idade ser divulgada

Foto: Reprodução/Instagram

O baterista da banda CPM 22, Ricardo Japinha, foi afastado do grupo após ter a conversa com uma menor de idade divulgada no perfil do Twitter, Exposed Emo, na noite de ontem (10). Os prints são de 2012 entre ele, na época com 38 anos, e uma fã do grupo, de 16 anos. 

Em comunicado no perfil oficial da banda no Twitter, eles afirmam não compactuar com a atitude do colega e anunciaram o afastamento do então baterista. "Após os últimos acontecimentos, decidimos pelo afastamento do nosso baterista, Ricardo Japinha, reafirmando nossa posição de não compactuar com atitudes desrespeitosas com quem quer que seja. A banda continua".


Japinha reconhece que existiu a conversa

Em entrevista ao UOL, o baterista admite a veracidade da conversa e afirma que não vê maldade no que ocorreu. Na interação entre os dois, Japinha fala que gostaria de conhecer a garota, perguntando sua idade e até falando sobre virgindade.

"Nunca cheguei a conhecer essa pessoa. Nem lembro dela, para ser sincero, mas a menina deveria ser bonita. A conversa não teve uma conotação maldosa. Nunca faltei com respeito com ninguém. Teve um clima de descontração, de combinarmos de nos encontrar. Fluiu de forma agradável". 

Ainda na entrevista, ele afirma que esse tipo de atitude é comum de acontecer e cita casais famosos, como Marcelo Camelo e Mallu Magalhães, que se conheceram quando Mallu tinha 15 anos. "Já cheguei a pedir RG para fãs, muitas enganavam a idade. Você tem que ter esse discernimento porque corre o risco de se prejudicar. Por mais que haja consentimento, não é visto com bons olhos", admite Japinha. "Mas o Marcelo Camelo começou a namorar a Mallu (Magalhães) quando ela tinha 15 anos. O Caetano é casado com uma mulher que era menor de idade quando se conheceram. Com consentimento, não há crime."

Briga judicial

Japinha afirmou que já acionou seus advogados para lidar com o caso e que não queria entrar em uma batalha judicial, mas se as acusações continuarem, pretende processar as pessoas que o difamaram. "Isso gera uma onda violenta de ataques. Começou a ficar um negócio muito chato. Me acusaram de crimes que não cometi. As provas são claras. Quem é do bem, como eu, não gosta de ter que ficar se expondo e indo à justiça. A única forma é processar essas pessoas por calúnia e difamação. Não quero dinheiro. Quero acabar com esse diz que me diz. Tenho pais, tenho filha, pago minhas contas. Sei que a verdade vai se estabelecer". 

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