Em dois meses, hospital de campanha da Prefeitura de Manaus gastou mais que o HPS João Lúcio em quase um semestre



A Prefeitura de Manaus, sob o comendo do prefeito Arthur Virgílio Neto (PSDB), aplicou, até agora, cerca de R$ 27 milhões para o funcionamento, durante dois meses, do Hospital de Campanha Municipal Gilberto Novaes. O valor é 75% maior do que o empregado de 1º janeiro a 19 de junho, para a manutenção do Hospital e Pronto-Socorro João Lúcio, o maior do Amazonas, e cujos pagamentos somaram R$ 15,39 milhões, conforme o portal da Transparência do Governo do Amazonas.

Segundo o portal da Transparência da Prefeitura de Manaus, que atualmente tem um espaço só para gastos oriundos do combate ao coconavírus, os recursos destinados ao enfrentamento da pandemia somam R$ 32,21 milhões. A maior parte foi para o Hospital de Campanha, situado na zona Norte de Manaus, e que tinha 180 leitos, mas foi fechado pelo prefeito, após dois meses de funcionamento, sob a justificativa de redução na demanda de pacientes em Manaus.

Entre os gastos, estão pelo menos R$ 6,22 milhões em EPIs (Equipamentos de Proteção Individual), como máscaras, protetores faciais, óculos, luvas, macacões, entre outros. Os contratos foram assinados na modalidade de dispensa de licitação, aceita em casos de calamidade, por exemplo, e permitidos durante a pandemia.

O de maior valor foi assinado com a empresa Sunhaus Eirelli, de R$ 2,6 milhões, para a aquisição de 20 mil máscaras cirúrgicas, ao custo de R$ 130 a unidade. No detalhamento, não fica claro se o valor é relativo à unidade de caixa com 100 máscaras ou por EPI.

Outro contrato no mínimo curioso, assinado através da Secretaria Municipal de Saúde (Semsa), é de R$ 258.750 para a compra de camisas pólo e outros R$ 41,8 mil, para  a aquisição de protetor solar. Também foram investidos R$ 554 mil para serviços de cemitério, como aluguel de caminhões frigoríficos e sepultamentos.

A última atualização de dados no portal Covid, da Prefeitura, ocorreu no dia 10 de junho.


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