Tendência decrescente de sepultamentos foi um dos argumentos para não ter lockdown em Manaus


Um dos argumentos do juiz Ronnie Stone, da 1ª Vara da Fazenda Pública do Amazonas, para negar o pedido de lockdown em Manaus é a tendência decrescente no número de sepultamentos. O gráfico (acima) demonstra que a curva de crescimento atingiu o pico no dia 26 de abril e agora está indo ao patamar de 19 de abril.

A decisão do juiz foi divulgada no início da noite desta quarta (6), após o Ministério Público do Amazonas pedir, ontem, para que a Justiça obrigasse o governo do Estado e a prefeitura de Manaus decretassem o lockdown.

"Examinando o quadro evolutivo dos sepultamentos ocorridos na Capital, nos meses de abril e maio - de acordo com dados da Semulsp - percebe-se uma clara tendência decrescente, já no início do mês de maio", afirmou o juiz, na decisão.

"Esses dados, ao contrário do que sugere o Autor, demonstram que as medidas adotadas, ainda que não tão rigorosas como as desejadas na peça inicial, estão a indicar que o surto já se encontra, no mínimo, estabilizado, com tendência de redução, na Capital", completou o magistrado.

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