Superintendente da PF no Amazonas vai depor em processo que investiga declarações de Moro contra Bolsonaro


O superintendente da Polícia Federal no Amazonas, Alexandre Saraiva, deve depor no processo que investiga as declarações do ex-ministro da Justiça, Sérgio Moro, sobre a interferência do presidente Jair Bolsonaro na atuação da Polícia Federal. Além dele, deverão ser ouvidos o agora ex-superintendente da PF do Rio de Janeiro, Carlos Henrique Oliveira, e o ex-diretor-geral da PF, Maurício Valeixo.

Em agosto do ano passado, Oliveira teve envolvimento com crise deflagrada entre o presidente e o ex-ministro Sérgio Moro pela troca de comando na PF. Alexandre Saraiva acabou sendo cogitado por Bolsonaro para o comando da corporação no Rio.

O procurador-geral da República, Augusto Aras, quer que os delegados prestem informações acerca de ‘eventual patrocínio, direto ou indireto, de interesses privados do Presidente da República perante o Departamento de Polícia Federal, visando ao provimento de cargos em comissão e a exoneração de seus ocupantes’.

Ao anunciar demissão do governo Bolsonaro, o ex-ministro Sérgio Moro afirmou que Bolsonaro havia expressado não apenas o desejo de trocar a chefia da PF, como o de superintendentes, como o do Rio de Janeiro.

A Polícia Federal do Rio foi responsável por atuar em um dos casos de maior repercussão no Estado: a operação Furna da Onça, que levou à prisão diversos deputados estaduais. A operação mirou, entre outros fatos, as ‘rachadinhas’ de servidores e deputados da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj).

A operação não mirou Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), senador e filho do presidente investigado pela prática, mas levou à produção de relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) que detectou a movimentação atípica de R$ 1,2 milhão na conta do ex-assessor parlamentar Fabrício Queiroz.

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