Justiça cria espaço online para levar orientações a famílias em situação de divórcio



O Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM), por meio do Centro Judiciário de Solução de Conflitos das Varas de Família (Cejusc-Família) criou, como projeto-piloto, um espaço por meio do qual intermediará o diálogo e levará orientações a famílias em processo de divórcio.
O grupo reflexivo online "Falando de Família" é uma proposta da equipe de Psicologia do Cejusc e, baseando-se na experiência das Oficinas de Parentalidade - desenvolvidas presencialmente em âmbito regional -, e em experiências de outros Estados, pretende auxiliar a sociedade neste período de distanciamento social, resultante da pandemia.
O projeto contará com reuniões em grupo fechado, no aplicativo de mensagens Telegram, e nele, a perspectiva dos profissionais do Cejusc é favorecer o diálogo sobre temas como: "significados da transformação familiar (para pais e filhos)"; "estratégias para lidar com as mudanças"; "desafios da parentalidade no contexto da pandemia da Covid-19"; "funções da família"; "bem-estar dos filhos", e outros.
Conforme os idealizadores do projeto, a proposta de se criar o grupo reflexivo on-line no período em que foram adotadas as medidas de combate e prevenção à pandemia da Covid-19, se deu porque o contexto de distanciamento social trouxe diversas implicações ao funcionamento familiar, com potencial para acirrar disputas que ocorrem entre núcleos familiares que vivenciam litígios decorrentes de processos judiciais na área do Direito de Família.
A psicóloga do Cejusc-Família, Munique Pontes, diz que o Grupo Reflexivo tem como objetivo promover um espaço virtual de diálogo entre pessoas que se encontram em processo de transformação familiar, oportunizando o compartilhamento de experiências, sentimentos, dificuldades e estratégias de resolução de conflitos. “Como desfecho, espera-se viabilizar a construção de reflexões coletivas e individuais que possam incidir positivamente na transformação familiar em curso, efetivando a proteção de crianças e adolescentes, bem como a garantia do direito à convivência familiar e comunitária”, explica a Munique Pontes, lembrando que os noticiários frisam que situações de conflito têm se agravado neste período de isolamento social em virtude da pandemia.
A psicóloga acrescentou que a proposta-piloto será realizada apenas com pais em situação de divórcio (com ou sem processo judicial formalizado), contudo há pretensão de posteriormente ampliar a abrangência do grupo, integrando outros tipos de mudança na família.
Segundo ela, a atividade será realizada em quatro encontros ao longo de duas semanas e as reuniões acontecerão em grupo fechado do aplicativo de mensagens Telegram.
Os interessados em participar das reuniões podem se inscrever, mediante o preenchimento de um formulário, disponibilizado no endereço eletrônico: https://forms.gle/UkWBfdckkwVAG5aT9

Comentários