Em bate-papo, especialistas analisam o uso da tecnologia na Educação durante e após a pandemia

Foto: Divulgação/Seduc

É urgente e necessário. Assim a doutora em Educação Vani Moreira Kenski classificou o uso da tecnologia e da educação durante e posteriormente à pandemia. Ela e a professora especialista em Gestão da Educação Profissional, Adriana Lisboa Rosa, discutiram o tema nos “Diálogos Formativos” desta quarta-feira (27/05). O debate foi mediado pela professora e mestranda Aldemira Câmara. Pela primeira vez, o encontro foi realizado todo virtualmente, para evitar aglomerações no estúdio do Centro de Mídias de Educação do Amazonas (Cemeam).

A doutora em Educação avalia que a pandemia do novo coronavírus (Covid-19) trouxe uma nova realidade educacional global e mostrou a necessidade da escola, professores e gestores estarem aptos para a educação via tecnologia. Estar preparado, segundo ela, permite que a educação e o conhecimento continuem sendo levados ao alunos, onde quer que eles estejam.

“Ao invés de o aluno ir até a escola, o ensino remoto leva o conhecimento até ele. Nós estamos em um mundo diverso, com inúmeros caminhos possíveis, e a tecnologia está presente na vida de todos nós e de nossos alunos. Nós precisamos nos adequar à cultura vigente nesse momento. Como dizem alguns autores, temos escolas do século 21, com professores do século 20 e que ensinam como no século 19”, aponta Vani.

Adriana, por sua vez, destacou que estamos vivendo um marco na educação. “Há muito tempo são feitas pesquisas para aplicar a tecnologia no ensino, como o ensino remoto. Muitas pessoas estão usando o termo EAD, mas esse termo não é o mais correto. Na verdade, é ensino remoto e a principal ferramenta é feita pela Internet, com mediação pela Internet. O Ensino à Distância tem princípios próprios de oferta e interação”, frisa.

Para a especialista, a crise pandêmica impôs ao professor a mudança no seu fazer tecnológico, e ele teve que estar receptivo para aprender e buscar ajuda. Ela cita que uma forma de fazer isso, sem aglomeração, é buscar apoio da tecnologia, com grupos das escolas e das secretarias.

“É um momento de acertos e erros, é importante buscar webinars (conferências on-line com intuito educacional) que explicam como usar WhatsApp, YouTube e outras ferramentas úteis nesse momento. O professor não pode ter medo de buscar ajuda”, comenta.

Dentre as questões respondidas, elas falaram sobre os alunos que não têm acesso à TV aberta e à Internet. Ambas ressaltaram a necessidade de se conhecer a realidade dos estudantes e adequar o meio pelo qual o ensino é levado a eles. Entregar materiais impressos para que os alunos sigam atualizados é um dos meios adotados que fazem diferença para quem não tem acesso à tecnologia, por exemplo.

Sobre o programa – A roda de conversa “Diálogos Formativos” vai ao ar às quartas-feiras, quinzenalmente, de 11h20 ao meio-dia, no canais 2.2, 2.3, 2.4 e 2.5 da TV Encontro das Águas, no aplicativo Mano, no canal do “Aula em Casa” no YouTube e no Ambiente Virtual de Aprendizagem (AVA). A próxima edição do programa será no dia 10 de junho.

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