Maus Caminhos: valor desviado da saúde daria para manter 1,2 mil leitos no Amazonas




 Os recursos desviados da saúde no Amazonas, apontados pela Operação Maus Caminhos, em 2016, seriam suficientes para manter, por pelo menos quatro meses, a locação de 1.250 leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva) no Estado, atendendo às demandas geradas durante a Pandemia do novo Coronavírus.

Daria, ainda, para a aquisição de dois mil novos respiradores, ao custo de R$ 50 mil, cada um.

 O valor, segundo autoridades e órgãos de controle e fiscalização que participaram da operação, ultrapassou os R$ 100 milhões. Informações divulgadas em janeiro deste ano, pelo Ministério da Saúde, durante o anúncio de uma licitação para a abertura de mil leitos no Brasil, apontam que a locação de um leito de terapia intensiva custa aos cofres públicos de R$ 15 mil a R$ 20 mil ao mês.

 O orçamento autorizado da Secretaria de Estado da Saúde (Susam), aprovado em 2019, quando não havia a informação de disseminação do Coronavírus pelo mundo na proporção em que vem ocorrendo, é de R$ 1,055 bilhão.

Até esta sexta-feira, 3 de abril, R$ 833,7 milhões já tinham sido empenhados, o equivalente a 79,02%.

Atualmente, com o surto de COVID-19, o número de casos já soma 260 casos e sete mortes no Amazonas. Em apenas um dia, 31 novos diagnósticos foram notificados à Fundação de Vigilância em saúde (FVS). A maior parte dos casos, 89%, está concentrada na capital.

Contudo, três dos óbitos registrados, ocorreram no interior: Manacapuru e Parintins, municípios que integram a Região Metropolitana de Manaus (RMM).

 Com a realocação de recursos para a saúde, o atual governo do Estado, sob o comando de Wilson Lima (PSC), tem adotado mediras como o aluguel do Hospital da Nilton Lins, no bairro Flores, zona Centro-Sul de Manaus, e que vai inserir mais 400 leitos à rede.

A unidade servirá de retaguarda para o Hospital e Pronto-Socorro Delphina Aziz, unidade de referência para o tratamento da doença na capital.


 Ampliação e equilíbrio


 A ampliação de leitos de UTI no Delphina Aziz também está prevista. Rodrigo Tobias, titular da Susam, explicou que adquiriu 50 novos respiradores fabricados na China, que serão utilizados nas UTIs da rede e que devem chegar até o dia 15 de abril a Manaus.

O Ministério da Saúde (MS) cedeu outros 15. Somados aos 69 já disponíveis para o suporte a pacientes graves, positivos para a COVID-19, o Estado chegará a 134 respiradores.

Dos já existentes, segundo o secretário, 45 estão em uso, número considerado elevado par a realidade do Amazonas.

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