“Não é uma reintegração como outras; é uma operação social”, afirma defensor público-geral, no Monte Horebe






“Não é uma reintegração como outras; é uma operação social”, afirma defensor público-geral, no Monte Horebe



Uma área totalmente devastada ao longo dos últimos cinco anos, teve o processo de reintegração de posse iniciado na manhã desta segunda-feira, 2, pelas forças de segurança do Governo do Amazonas. Denominada comunidade Monte Horebe, na zona Norte de Manaus, a invasão abrange parte de uma área de proteção ambiental, que foi desmatada para a construção de barracos e edificações irregulares. O processo de retirada e cadastramento de moradores para apoio social é acompanhado pela Defensoria Pública e pela Unicef.

Estima-se que mais de mil famílias residam no local. O defensor público-geral Rafael Barbosa, explicou, durante a desocupação, iniciada às 6h, que os moradores da área devem se inscrever em uma lista para, em seguida, receberem propostas individuais de auxílio. As famílias serão direcionadas para o Colégio Militar da Polícia Militar VI, no Viver Melhor, onde farão o cadastro social que vai definir soluções de moradia.

As casas dos moradores que passarem pela triagem social serão demolidas assim que definida e acordada a solução de moradia. Outras edificações não residenciais e aquelas que estão desocupadas serão demolidas nesta segunda-feira. O objetivo da ação é encaminhar a população que reside na área para moradias em condições dignas, segundo o Governo do Estado.

“Moradia digna. E é isso que nós viemos propor para vocês. Onde vocês estão não é digno. O local que vocês hoje residem não tem a estrutura que vocês merecem”, reforçou Rafael Barbosa. A operação de desocupação, planejada por pelo menos um ano, esbarra na resistência de parte dos ocupantes e deve continuar durante pelo menos dez dias, em função da grande quantidade de moradores no local.

No último fim de semana, a Secretaria de Estado de Segurança Pública (SSP) enviou à invasão caminhões para auxiliar na mudança dos moradores que decidiram deixar a área antes do início do processo de reintegração.

O governador do Amazonas, Wilson Lima, anunciou, no final da manhã, o pagamento de auxílio-aluguel, no valor de R$ 600, aos moradores que serão retirados da ocupação irregular.


“Nós vamos pagar um valor de R$ 600 para essas famílias até que se encontre uma solução definitiva de moradia para elas; seja a doação de um lote, através de estudo se essa família tem ou não condição de fazer a construção de uma casa, seja através da entrega de um apartamento ou outra solução em consenso entre Governo do Estado e as famílias”, explicou o governador. 


Atendimentos – A operação conta com efetivo de mais de 800 servidores, entre policiais e equipes de assistência social.

Entre os órgãos envolvidos estão as secretarias estaduais de Assistência Social (Seas), Justiça, Direitos Humanos e Cidadania (Sejusc), Meio Ambiente (Sema), Segurança Pública (SSP), Unidade de Gestora de Projetos Especiais (UGPE), Casa Civil, Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam), Superintendência Estadual de Habitação (Suhab), Polícia Militar, Polícia Civil, DPE-AM, Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-AM) e Ministério Público do Estado do Amazonas (MPE-AM).




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