Wilker tenta convencer Amazonino a se candidatar outra vez à prefeitura de Manaus

Wilker tenta convencer Amazonino a se candidatar outra vez à prefeitura de Manaus


Ex-governador do Amazonas por quatro vezes, ex-prefeito de Manaus três vezes e ex-senador uma vez, Amazonino Mendes dá sinais de que vai mesmo concorrer outra vez à prefeitura de Manaus. Nesta semana, vazou uma foto dele com a deputada federal Renata Abreu, presidente nacional do Podemos, e o deputado Wilker Barreto, conhecido pelo escândalo de nepotismo quando foi presidente da Câmara Municipal de Manaus.

Wilker tenta convencer Amazonino a se filiar ao Podemos, antigo PTN. O partido não tem uma ideologia muito definida. Na eleição de 2010, o PTN apoiou a ex-presidente Dilma. Quatro anos depois, apoiou o candidato Aécio Neves, do PSDB. Em 2018, lançou candidato próprio.

Escândalo na Câmara
Aliado de Amazonino, Wilker foi réu de um processo de nepotismo por empregar o sogro como diretor da Câmara Municipal de Manaus (CMM) na época em que foi presidente. Em janeiro de 2015, no seu primeiro mês como presidente da Câmara, Wilker solicitou ao prefeito de Manaus, Arthur Neto, que deixasse "à disposição" o cargo que seu então futuro sogro ocupava na Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seminf). O casamento de Wilker com a filha de Raimundo Fabio Moreira da Silva só aconteceu seis meses depois. Essa disposição do cargo da prefeitura foi prorrogada em 2016 por mais um ano, quando já eram sogro e genro.

Durante todo o período em que recebeu como diretor na Câmara, o sogro de Wilker continuou a ser pago normalmente com o salário produtividade pela Seminf. Em março de 2018, a Comissão Permanente Disciplinar da própria CMM atestou a duplicidade do pagamento e sugeriu que o Legislativo Municipal, ainda sob a presidência de Wilker, pedisse o ressarcimento do valor.

Na Câmara, Wilker pagava ao sogro com dinheiro público uma gratificação, uma representação comissionada, o vencimento do cargo comissionado e o auxílio alimentação do cargo comissionado.

“A questão em análise é objetiva, não depende de qualquer juízo de valor, na medida em que trata-se de relação de parentesco”, afirmou o MP na denúncia.

No art. 1.595, do Código Civil, “cada cônjuge ou companheiro é aliado aos parentes do outro pelo vínculo de afinidade”. A Súmula Vinculante 13 do Supremo Tribunal Federal proíbe “a nomeação de parente por afinidade, até o terceiro grau, inclusive, da autoridade nomeante para o exercício de cargo em comissão na administração pública direta e indireta em qualquer dos poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios”.

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