Caso Flávio: Alejandro e mais dois passam a figurar como réus em processo que apura homicídio de engenheiro





Alejandro Valeiko, Mayc Vinícius e Elizeu da Paz passaram de suspeitos a réus no processo que apura o homicídio do engenheiro da Ambev, Flávio Rodrigues, ocorrido em setembro de 2019. A denúncia, oferecida pelo Ministério Público do Estado (MP-AM), foi aceita pela juíza da 2a Vara do Tribunal do Juri, em Manaus, Ana Paula de Medeiros Braga. A partir de hoje, 19, o processo passa de sigiloso para público.

Além deles, Paola Molina Valeiko, irmã de Alejandro, também consta no mesmo processo, acusada de fraude processual. Ela e Alejandro são filhos da primeira-dama de Manaus, Elisabeth Valeiko. 

José Evandro Martins Júnior responderá por denunciação caluniosa, Vitório del Gatto ficará apenas como testemunha e Elielton Magno Júnior, passa para o status de vítima.

Flávio Rodrigues foi visto vivo pela última vez durante uma festa na casa em que Alejandro Morava, em um condomínio de luxo de Manaus. No dia seguinte, o corpo do engenheiro foi encontrado em um terreno próximo ao condomínio, com sinais de tortura. 

O laudo do IML apontou morte por anemia em decorrência dos ferimentos a faca. Ao longo da investigação, imagens captadas pelas câmeras da guarita do condomínio mostraram um carro com Mayc e Elizeu, entrando no local e saindo com o que seria o corpo do engenheiro, minutos depois, no banco de trás. 

O carro era alugado pela Prefeitura de Manaus e Elizeu estava lotado na Casa Militar da Prefeitura. Ele foi exonerado do cargo semanas depois. 

Na madrugada seguinte à morte, Alejandro foi enviado a outro estado, pela mãe e pelo prefeito Arthur Virgílio, sob a justificativa de que faria um tratamento de saúde, já que era dependente químico. Quando retornou a Manaus, ele foi detido e só foi liberado após inúmeros pedidos de habeas corpus da defesa.

À época, o prefeito Arthur usou suas redes sociais para defender o enteado, dizendo que ele era inocente e que homens encapuzados haviam entrado na casa para cobrar uma dívida de tráfico de drogas de Flávio, o que não foi sustentado durante as investigações. A mãe de Alejandro e a defesa do acusado, alegara que ele é inocente.

Comentários